terça-feira, 21 de outubro de 2025

Nirvana: a música que formou a banda

 

Nirvana: a música que formou a banda


Todo início de banda tem um momento marcante que define se o projeto seguirá em frente ou não. Com o Nirvana não foi diferente e esse momento tem nome: Spank Thru.

Kurt Cobain conheceu o Punk Rock por causa de Buzz Osborne, líder da banda Melvins e amigo pessoal do líder do Nirvana. Kurt até tentou entrar para a banda do amigo, mas acabou não sendo aceito. Quis então formar sua própria banda e convidou seu amigo Krist Novoselic para isso.

Krist recusou várias vezes o convite, não sabia se o projeto iria adiante. Porém, quando Kurt mostrou uma demo que gravou com gravador de sua tia Mary, Novoselic se surpreendeu com uma música. A faixa era Spank Thru, música que nunca saiu oficialmente em álbuns do Nirvana, mas que esteve sempre presente em shows e algumas versões ao vivo podem ser encontradas também.

Spank Thru significou para o Nirvana o momento de fazer acontecer, o momento que decidiram levar o projeto a sério. A banda não tinha nome fixo e nem baterista fixo ainda, mas o núcleo firmado em Kurt e Krist seguia ensaiando regularmente e queriam fazer o projeto alcançar o sucesso.

A música começa tranquila e logo ganha a intensidade e agressividade do Punk Rock do Nirvana. O que no início parecia uma baladinha de amor, se mostra um trabalho raivoso, intenso e agressivo; virtudes presentes em toda a obra da banda.

Quando Krist ouviu esse single decidiu aceitar o convite de Kurt e isso foi muito importante para a banda. Ter alguém de confiança e que iria ser seu "braço direito" era o que Cobain precisava para seguir criando novos materiais e lutar pelo sonho de ser músico.

A amizade dos dois seguiu firme até pouco tempo antes de Kurt ir embora. Por questões financeiras que envolviam os direitos criativos da banda, os amigos, antes inseparáveis, passaram a ter um contato mais distante. De qualquer forma, o que a banda fez será eternizado no mundo artístico e no meio musical e Spank Thru sempre será lembrada por ser o início de tudo isso, além de ser uma música bem querida pelos fãs.



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quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Nirvana: a frase que mudou a história da música

 


Nirvana: a frase que mudou a história da música



Um grupo de amigos estava bebendo no apartamento que o jovem Kurt Cobain dividia com seu baterista, Dave Grohl. Além dos dois, estavam também Tobi Vail e Kathleen Hanna, baterista e vocalista da banda Punk chamada Bikini Kill. Porém, por mais que fosse apenas uma noite comum, uma frase pichada na parede do apartamento foi responsável por mudar a história da música nos anos 90.

Até aquele momento, o Nirvana já havia lançado o trabalho de estreia, o Bleach (1989) e era conhecida na cena underground, mas estava longe de ser um grande sucesso. Por mais que Kurt Cobain tenha relegado o sucesso quando ele chegou, é inegável que o Nirvana foi atrás disso desde o início. A própria troca de gravadora (deixar a Sub Pop e assinar com a Geffen) é um indício disso.

Kurt estava namorando Tobi. Ele não só a namorava como estava completamente apaixonado por ela. O fato de ela ser feminista, ter atitude Punk e ainda ser baterista de uma banda certamente encantou o líder do Nirvana.

Acontece que, mesmo Kurt Cobain sendo conhecido por sua atitude irreverente, ele sempre foi sentimental e bem educado. Kathleen Hanna percebeu isso e, somado ao fato de ele viver abraçado com Tobi e ficar com o cheiro dela nele, Hanna pegou um spray e pichou na parede "Kurt smells like teen spirit".


Quando o músico leu aquilo, achou que era um elogio à sua juventude e sua atitude Punk. Mal sabia ele que era por causa do cheiro do desodorante que Tobi usava, o Teen Spirit.

O líder do Nirvana jurava não saber da existência do desodorante e só descobriu depois o motivo da pichação. Mas, a frase foi extremamente importante não só para a banda, mas também para a música no geral, uma vez que por causa dela Kurt compôs a faixa que elevaria o Nirvana ao sucesso mundial: Smells Like Teen Spirit.

A faixa foi lançada no álbum Nevermind (1991), em setembro de 1991. O single fora lançado algumas semanas antes. O videoclipe passou incessantemente na MTV, fazendo com que a desconhecida banda de Abeerden ganhasse a atenção de todo o mundo.



O single foi o responsável por fazer toda a mídia voltar sua atenção para a cena underground de Seattle. Todo o conceito do mainstream havia se quebrado naquele momento e o Nirvana se tornou a banda mais importante do mundo, tirando até Michael Jackson do topo da Billboard.

A empresa que fabricava o desodorante feminino Teen Spirit ganhou muita divulgação gratuita por causa da música. Anos depois, seu dono conseguiu um bom preço ao vendê-la.

A verdade é que uma simples frase pichada na parede ajudou a mudar a história do mundo da música, principalmente a história de Kurt Cobain e do Nirvana.



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quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Breno Dallas: músico lança o single "Bicho Opaco"

 


Breno Dallas: músico lança o single "Bicho Opaco"


O músico Breno Dallas acaba de lançar seu mais novo single. Trata-se da música Bicho Opaco (2025), faixa disponível em todas as plataformas digitais.

Quer ouvir o single já? Basta clicar abaixo!


A música traz uma sonoridade que apresenta referências e influências ligadas ao Post-Punk e também ao Indie Rock. O destaque do som, além da boa letra e boa melodia, fica por conta da ótima linha de baixo que conduz a música. A sonoridade traz referências dos anos 80 e também dos anos 2000. A letra é bem reflexiva e fala sobre você viver e perder seu brilho, perder sua paixão pela vida, seja pela saudade de algo, pela saudade de alguém ou pela falta de propósito.

Além de sua carreira solo, Breno também é vocalista da banda Fino Trapo, projeto de Rock Alternativo com mais de uma década de atividade e que conta com um material bem interessante, também disponível em sua plataforma digital preferida.



Para saber mais sobre a carreira de Breno Dallas, basta clicar nos links abaixo.

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domingo, 21 de setembro de 2025

Nirvana: 32 anos de "In Utero"

 


Nirvana: 32 anos de "In Utero"




O In Utero do Nirvana completa hoje (21) mais um ano: 32 anos de lançamento. O trabalho é o álbum de estúdio que veio em seguida ao Nevermind (1991), trazendo consigo uma grande responsabilidade.

É bem verdade que a banda também trouxe o Incesticide (1992), mas esse disco é considerado apenas uma coletânea de sobras, de trabalhos que a banda ainda não havia lançado oficialmente.

A verdade é que lançar um disco após o trabalho mais vendido da banda e um dos mais vendidos da década e até da história não é para qualquer um. O Nirvana sabia da responsabilidade e veio com um trabalho que, sem dúvida, surpreendeu todo mundo.

 O disco é bem diferente da proposta do Nevermind (1991), trazendo uma sonoridade mais densa e mais tensa, apostando em temas mais pessoais e mais delicados que o anterior. A banda já começa fazendo uma crítica em Serve the Servants, música de estreia do disco; a letra apresenta que Kurt se sentia apenas um produto da mídia que havia dado muito dinheiro para ela com sua angústia adolescente, mas que naquele momento do lançamento já estava "velho" e cansado.



Além da música de abertura, faixas como Rape Me, Heart-Shaped box e All Apologies também são destaques nesse bom disco.

A verdade é que Kurt Cobain não queria lançar mais um disco igual ao Nevermind (1991). A experiência de ter alcançado um sucesso tão grande em tão pouco tempo foi algo que não agradou muito ao músico e líder do Nirvana. Com isso, em In Utero (1993), Cobain apostou em letras subjetivas e pessoais, trazendo consigo temas familiares como conflitos com seu pai e também sua relação com sua esposa e sua filha.

De qualquer forma, o In Utero (1993) é um grande disco que, mesmo não tendo atingido o mesmo sucesso comercial que o anterior. A proposta da banda nesse trabalho nem era essa, na verdade. A despedida de estúdio da banda segue sendo um dos melhores discos dos anos 90 sendo bem verdadeiro e visceral.





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domingo, 7 de setembro de 2025

Engenheiros do Hawaii: "A Revolta dos Dândis", o disco que mudou a sonoridade da banda

 


Engenheiros do Hawaii: "A Revolta dos Dândis", o disco que mudou a sonoridade da banda




Sem dúvida, o marco que mudou a sonoridade dos Engenheiros do Hawaii foi o lançamento do icônico A Revolta dos Dândis (1987), o segundo álbum lançado pela banda.

A verdade é que a banda começou "sem querer": era apenas uma brincadeira para tocar apenas uma noite em um evento da faculdade. Com isso, o início não foi muito planejado, nem nada disso. Sendo assim, nem a própria sonoridade da banda estava bem definida em Longe Demais das Capitais (1986), disco de estreia dos Engenheiros. Aliás, Gessinger disse em entrevistas que se soubesse que a banda duraria todo esse tempo, pensaria em um nome melhor e mais sério.

A sonoridade de Gessinger e companhia em seu primeiro lançamento trazia outras influências, bem diferentes daquelas que ajudaram a banda a se tornar um grande sucesso. O disco foi bem influenciado por estilos como Ska e New Wave. Não à toa, a banda era chamada de "Os Paralamas do Sul" nessa época. Mas, esse apelido foi deixado de lado assim que a banda chegou com o segundo disco.

Muito influenciado pelo Rock dos anos 60 e também pelo Rock Progressivo, a banda chegou com um disco cheio de sucessos como A Revolta dos Dândis, Terra de Gigantes, Infinita Highway e Refrão de Bolero.

Outro detalhe que foi importante para a mudança de sonoridade da banda foi a entrada de Augustinho Licks como guitarrista. No primeiro disco, quem assumia esse posto era Humberto Gessinger que, a partir de A Revolta dos Dândis (1987), ficou responsável pelos graves do contrabaixo por um longo tempo.

Letras existencialistas e reflexivas juntas de uma musicalidade envolvente fizeram com que a banda começasse a apresentar um outro estilo. A partir daqui eles também começaram a trazer muita influência de Rock Progressivo, referência que foi se acentuando ainda mais com o passar do tempo.

Licks não trouxe apenas qualidade ao disco, trouxe muita dedicação (ele se importava muito com timbres e foi importantíssimo na produção e mixagem dos trabalhos da banda), além de experiência: Augustinho já tinha anos de estrada.

A verdade é que a partir de A Revolta dos Dândis (1987) a banda começou a trilhar novos caminhos e conquistou cada vez mais seu público. Com um novo estilo que a banda foi lapidando a partir desse disco, os Engenheiros do Hawaii se tornaram um dos maiores nomes do Rock Nacional de todos os tempos.



 

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Nirvana: "Incesticide", a coletânea de sobras que mostra o som visceral da banda

 


Nirvana: "Incesticide", a coletânea de sobras que mostra o som visceral da banda



O Nirvana foi uma das bandas mais bem sucedidas da história do Rock, principalmente na década de 90. A banda oficialmente tem apenas três álbuns de estúdio: Bleach (1989), Nevermind (1991) e In Utero (1993). Mesmo assim, a banda lançou várias músicas em pouco tempo de carreira. Por sorte, alguns desses trabalhos foram eternizados em uma coletânea de sobras. O nome? Incesticide (1992).

Quando surgiu como um grande fenômeno em 1991, o Nirvana já havia lançado um álbum na cena underground - o Bleach (1989). Quando foram gravar o álbum, algumas faixas não foram selecionadas e ficaram guardadas com a Sub Pop. Além disso, o selo também trabalhava com uma espécie de assinatura onde mensalmente os assinantes recebiam um compacto com músicas de bandas do catálogo. Dentre essas músicas, existiam alguns trabalhos do Nirvana que não ficaram muito conhecidos pelo público.

Após o lançamento e todo o sucesso do Nevermind (1991), a Geffen (gravadora do Nirvana) queria continuar ganhando dinheiro com a banda. Como Kurt e companhia estavam em uma longa turnê e faziam incansáveis shows pelo mundo, não tinham tempo para parar e compor um novo trabalho. A gravadora, então, decidiu recorrer aos trabalhos pouco conhecidos da banda: tantos as músicas que não foram escolhidas para os álbuns quanto as músicas que ficaram apenas para o seleto grupo de assinantes dos compactos.



Para conseguir acesso aos materiais, a Geffen entrou em contato com a Sub Pop. Ao finalizarem o acordo, decidiram então lançar o Incesticide (1992).

O trabalho, mesmo não sendo um álbum propriamente dito, é um disco que mostra a sonoridade intensa da banda. Seja pelos covers escolhidos pelos músicos, seja pelas composições autorais e inéditas, a banda conseguiu se consolidar na cena do Rock com esse ótimo lançamento.

Incesticide (1992) conta com grandes músicas como Dive, Sliver e Aneurysm, por exemplo.




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