terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

NX Zero: a esperança descrita em "Só Rezo"

 


NX Zero: a esperança descrita em "Só Rezo"




Nos dias de hoje, a fé é uma das únicas coisas que mantem muitas pessoas firmes e sem desistir. A letra de Só Rezo, faixa conhecida da banda NX Zero, fala exatamente sobre isso.

A vida nem sempre é fácil e nem sempre estamos vivendo da forma que queremos ou no lugar que queremos. Muitas vezes, é a fé que nos motiva a seguir adiante, mesmo diante das adversidades.

"Acredito que vai ficar tudo bem" é a frase mais impactante da música, uma vez que mostra a total esperança de dias e momentos melhores.

A faixa Só Rezo faz parte do álbum Sete Vidas (2009) e traz uma maturidade maior da banda, que ganhou destaque na cena Emocore dos anos 2000. Diferente dos álbuns que fizeram a banda ganhar notoriedade no início dos anos 2000, aqui no fim da década a banda trouxe um estilo mais voltado para Rock Alternativo, flertando com sonoridades que ganharam a cena do Rock mundial no início dos anos 90. Essa maturidade também ficou evidente nas letras, deixando de lado letras adolescentes que falavam apenas de relacionamentos.

A música traz mais intensidade e consegue aliar isso à boa melodia que a banda sempre soube trazer em suas músicas. O álbum traz mais maturidade da banda e mostra a evolução instrumental de seus integrantes.

A letra de Só Rezo traz esperança para as pessoas que se sentem perdidas, é um afago em um momento de tristeza, de angústia e de solidão. Confiar que tudo vai ficar bem é a esperança de dias melhores e. às vezes, é o que nos mantém firmes nas lutas do dia a dia.




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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Nirvana: a escolha ousada de Kurt Cobain no Unplugged MTV

 


Nirvana: a escolha ousada de Kurt Cobain no Unplugged MTV




O Nirvana foi uma das maiores bandas de Rock dos anos 90 e de todos os tempos, sendo um grupo que marcou história na música abrindo espaço para toda uma boa geração de Rock Alternativo que surgiu entre o fim dos anos 80 e início dos anos 90. A marca da banda foi a presença de Kurt Cobain, sendo icônico e excêntrico desde sua forma de compor até sua forma de dar entrevistas e de se portar no palco.

Mas, além disso, o líder da banda sempre foi ousado em suas escolhas. Uma delas foi no icônico Unplugged MTV, gravado pelo Nirvana no final de 1993 e se tornando um enorme sucesso para a banda e para a emissora de TV.

A MTV queria o Nirvana para seu produto chamado Unplugged, um formato que era recém criado na época e que estava trazendo muito retorno para a MTV e também para as bandas. Sabendo que a banda de Kurt Cobain sempre dependeu das guitarras distorcidas para trabalhar seu som, eles sabiam que não seria fácil convencer o grupo a participar. Mas, a banda, com o lançamento do Nevermind (1991), tornou-se um dos maiores nomes da geração, então a emissora sabia que seria um sucesso e que tinha que convencer o Nirvana a participar.

Com isso, a emissora acabou aceitando todas as condições impostas pela banda. Além de não querer palpite no repertório e de não querer repetir nenhuma música, a banda ainda exigiu convidados especiais. A MTV ficou feliz com isso, mas mal ela sabia que Kurt não estava pensando em um dueto aclamado com Eddie Vedder ou Chris Cornell, mas que iria chamar a desconhecida banda Meat Puppets.

Os Meat Puppets são uma banda de Rock Alternativo que se encaixaram naquela cena Grunge do início dos anos 90. Na época, a banda tinha público no underground, mas era desconhecida do grande público. Com um repertório cheio de releituras para o unplugged, o Nirvana convidou seus amigos da desconhecida banda para apresentarem juntos três músicas: Lake of Fire, Plateau e Oh Me.

As três músicas fazem parte do repertório dos Meat Puppets e ficaram muito boas no Unplugged in New York do Nirvana. A emissora chegou a ficar apreensiva com a recepção do público, não só por essas três músicas, mas também pela escolha total do repertório feita por Kurt Cobain.

De qualquer forma, o show acabou sendo marcante e provou que a banda fez uma boa escolha, tornando-se um dos acústicos mais vendidos e mais aclamados de todos os tempos, mesmo com a ousadia de Kurt Cobain.





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Charlie Brown Jr: Chorão não fala "guerra" no refrão?

 


Charlie Brown Jr: Chorão não fala "guerra" no refrão?



Proibida pra mim é um dos maiores hits do álbum de estreia do Charlie Brown Jr, uma das bandas de maior sucesso do Rock Nacional. Sendo uma música com uma sonoridade animada e bem interessante, misturando elementos de Rock Alternativo e Ska, a faixa é uma declaração de amor de Chorão para a mulher que viria a ser sua esposa, Graziela Gonçalves, apelidada de Grazon.

Na letra da música, Chorão descreve a situação inusitada de Graziela ter achado seu cabelo engraçado e diferente do comum. Aliás, Chorão tinha um estilo exótico, então se vestia e se comportava diferente das outras pessoas.

Porém, algo que costuma ser unânime é a fala no fim do refrão: muitos achavam que Chorão cantava "guerra" depois da frase "Se não eu, quem vai fazer você feliz?", mas não é bem isso que ele diz.




A verdade é que ele faz uma espécie de "Yarra", uma expressão que não tem um significado específico. Essa confusão pode ter sido causada pela regravação do músico Zeca Baleiro que introduziu a palavra "guerra" ao refrão de sua releitura, trazendo uma ideia de "luta pela felicidade", declarando guerra contra todos os outros possíveis pretendentes da amada.

Pelo jeito, a ideia inicial de Chorão não era essa, mas, sem dúvida, sabemos que pelo jeito excêntrico do vocalista do Charlie Brown Jr, ele iria para a guerra para conquistar seu objetivo, mesmo que fosse por um objetivo amoroso. Afinal, a Grazon sempre foi o grande amor de sua vida.




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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda



 

CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda



O CPM 22 já foi a maior banda de Rock do Brasil ali em meados dos anos 2000 com grandes hits como Dias Atrás, Não Sei Viver Sem ter você e Um Minuto para o fim do mundo. Porém, você já chegou a ouvir o álbum da banda chamado Suor e Sacrifício (2017)? Se ainda não ouviu, você não sabe o que está perdendo!

É inegável que a banda ainda segue sendo bem relevante na cena Rock, fazendo shows por todo o Brasil e animando o público por onde passa, mas uma vez que a banda já tem uma carreira consolidada, não é todo mundo que vai atrás de ouvir os novos trabalhos do CPM 22.

Suor e Sacrifício (2017) nem é um álbum tão novo assim, já que neste ano completará nove anos de lançamento, mas por ser um dos últimos lançamentos da banda, nem todo mundo deu a devida atenção que este ótimo disco merecia.

Como a banda já não precisa mais ficar acatando "dicas" de produtores e de gravadora, o disco chegou com uma sonoridade mais intensa, direta e crua, onde a banda conseguiu explorar uma sonoridade mais voltada para o Hardcore e para o Punk que chamaram a atenção dos integrantes lá nos anos 80 e 90 e que fizeram com que eles quisessem seguir na carreira musical.

O disco é bem mais técnico e pesado que os anteriores e aqui a banda traz fortes referências de Bad Religion e NOFX, por exemplo, trabalhos que influenciaram diretamente o trabalho do CPM 22.

O álbum todo merece destaque, mas as músicas Combustível, Honrar Teu Nome e Ser Mais Simples merecem uma atenção especial.

Honrar Teu Nome é uma letra de Badauí para seu pai, já falecido. O músico fez uma bela homenagem póstuma agradecendo seu pai pelos ensinamentos e prometendo honrar todos eles sendo a melhor pessoa que ele puder para seus amigos e familiares, assim como foi ensinado. A sonoridade dessa faixa traz muita influência de Hardcore dos anos 90, mostrando bastante intensidade.

Combustível é a faixa que abre o álbum e mostra que a banda não está para brincadeira! Trazendo velocidade, agressividade, alternando entre velocidade e melodia, a música traz uma boa mensagem e flerta bastante com a sonoridade do Bad Religion.




Ser Mais Simples lembra um pouco mais o que o CPM 22 fazia no início do século, mas também apresenta uma alternância entre melodia e agressividade. Mesmo apostando na temática que fez a banda se sobressair e conquistar o país, aqui vemos uma letra mais madura e um olhar mais sereno para os problemas de relacionamento, tentando encontrar uma solução para isso. A frase mais marcante da faixa é, sem dúvida, "vou pagar pelas escolhas que eu fiz", deixando bem claro a maturidade do eu lírico perante as escolhas feitas ao longo da vida.

De qualquer forma, o disco Suor e Sacrifício (2017) apresenta um lado mais técnico e mais agressivo do CPM 22, mostrando que a banda ainda tem "muita lenha para queimar" e convidando o público a não ficar apenas preso nos hits nostálgicos.




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Hateen: a reflexão importante de superação em "1997"


Hateen: a reflexão importante de superação em "1997"



Como era a sua vida em 1997? O Hateen chegou em 2006 com seu primeiro álbum em português, o ótimo Procedimentos de Emergência (2006), e já trouxe consigo uma reflexão importante sobre superação com a música 1997, o maior sucesso da carreira da banda.

Rodrigo Koala, vocalista e o compositor da faixa, deixa claro que o ano citado no título da música foi importante demais para sua vida, uma vez que rompeu um relacionamento duradouro com uma pessoa que amou muito. Essa situação é descrita na música e mostra a importância da superação vivida pelo músico, uma vez que hoje ele se encontra bem casado e com dois filhos.

A letra da música mostra um certo desespero, mas, ao mesmo tempo, traz um final feliz, mostrando que mesmo depois de viver momentos bem complicados, somos capazes de sobreviver e superar cada um desses problemas.

A faixa continua sendo um dos maiores hits da banda e teve seu videoclipe passado incessantemente na MTV após o lançamento do disco.

A banda traz uma sonoridade que flerta elementos do Hardcore Melódico, do Punk Rock e do que ficou conhecido como Emocore, apostando em bastante melodia e melancolia misturadas com intensidade e alternância de peso e calmaria. A banda segue fazendo seus shows até os dias de hoje e promete novo material de inéditas para o ano de 2026.



Muitos adolescentes da época que a música foi lançada (assim como eu) cantaram as frases marcantes da música a plenos pulmões e muitos de nós passamos por situações parecidas em algum momento. Amar alguém e ver essa pessoa indo embora nunca é fácil, além de ter que conviver com a presença dela por perto e daqueles amigos da outra pessoa que ajudaram a sabotar sua relação, sendo extremamente falsos com você. Toda essa raiva e angústia são detalhadamente expressas nesse bom trabalho do Hateen.

O que resta é levantar a cabeça e seguir em frente, torcendo também para, em algum momento, encontrarmos também o nosso "final feliz".




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Nirvana: o desejo de Kurt de voltar para sua infância feliz

 


Nirvana: o desejo de Kurt de voltar para sua infância feliz



Sliver é uma música muito, mas muito importante para o Nirvana. A faixa é exatamente o elo entre o Nirvana mais denso do Bleach (1989) e o Nirvana mais "pop" do Nevermind (1991). Mas, você realmente já parou para pensar no significado de sua icônica letra?

Por trás de uma narrativa simples que mostra a história de um garoto que fica com os avós enquanto seus pais vão a um show tem um desejo incessante do músico de voltar para sua infância feliz.

Quem conheceu o músico Kurt Cobain sabe o quanto a separação de seus pais quando ele ainda era criança mexeu muito com ele. Somando isso ao fato de tomar remédios fortes desde cedo, fez com que o músico fosse se tornando cada vez mais triste, depressivo e dependente químico, querendo voltar a todo custo a ter aquela sensação que tivera quando ainda era uma criança: um lar feliz e em paz.

Quando Kurt grita a plenos pulmões pedindo para que sua avó o leve para casa ele não está pedindo apenas para ir ao lugar físico onde mora, ele quer ter aquela sensação de paz e segurança que um dia tivera e um dia sentira: ele quer ser feliz de novo. A música é quase um pedido de socorro!

Sliver também foi muito importante para mostrar para o restante da banda e para o público que já os acompanhava que eles estavam mudando de sonoridade: no disco seguinte aquelas letras densas e aqueles riffs sombrios dariam lugar a uma sonoridade mais alegre e dilemas adolescentes.

A faixa foi importante para "abrir espaço e apontar a direção" do que viria a ser o Nevermind (1991) e todo seu sucesso. De qualquer forma, a vontade de voltar a ser feliz e o pedido de socorro do líder do Nirvana jamais poderá ser ignorado.



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Titãs: a boa música de uma frase só




Titãs: a boa música de uma frase só



O quão ousada uma banda tem que ser para criar uma música que repete algumas vezes a mesma frase? O Titãs fez isso com um ótimo trabalho que, além de boa música, ainda é o título do álbum: Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas (1987).

O álbum foi um trabalho de transição, mostrando a sonoridade pesada que a banda já havia apresentado no trabalho anterior em Cabeça Dinossauro (1986), mas também apontando para uma novidade: a banda começava a flertar com bateria eletrônica e música experimental, mostrando uma nova sonoridade em que estavam também apostando.

Mas, voltando à música que dá nome ao álbum, não é comum termos uma faixa onde se repete várias vezes a mesma frase e nada mais. Dentro dessa ousadia, o Titãs criou uma ótima música que, além de reafirmar o nome da faixa e do disco, ainda trouxe ótimos riffs de guitarra e uma sonoridade que causa tensão e reflexão.

Cantada originalmente na voz de Nando Reis, teve também Branco Mello assumindo seus vocais após a saída do ruivo. Ambas as versões trazem boa tensão e reflexão, fazendo com que a música siga sendo atemporal.

É claro que a letra pode ter várias interpretações e a poesia nos permite isso, mas pensar que Deus se fez carne e viveu junto aos humanos sendo um deles é uma que se encaixa perfeitamente, uma vez que Jesus não tendo dentes no "país dos banguelas", ele se torna igual a todos, mostrando sua humildade em vir à Terra para nos trazer redenção e ensinamentos.

De qualquer forma, o álbum foi, sem dúvida, um marco para a banda e ajudou a fazer com que os Titãs se consolidassem na cena rock nacional. A música segue sendo tocada pela banda e sendo marcante para os amantes de Rock and Roll até os dias atuais.




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