quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Legião Urbana: "Eduardo e Mônica" é a prova que o amor não é apenas um sentimento

 


Legião Urbana: "Eduardo e Mônica" é a prova que o amor não é apenas um sentimento



Quando crescemos e nos apaixonamos, entendemos que o amor é um sentimento, pois somos jovens e confundimos as coisas. À medida que vamos amadurecendo, entendemos que o amor de verdade é muito mais que um sentimento e a música Eduardo e Mônica da Legião Urbana é um bom exemplo disso.

Renato Russo tinha uma banda de Punk na sua adolescência. Seu nome era Aborto Elétrico e contava com ele e os irmãos Felipe e Flávio Lemos, músicos que integraram o Capital Inicial posteriormente. Porém, com o fim do projeto, Renato começou a se apresentar sozinho nas aberturas de shows de outras bandas de Brasília - DF; o nome desse projeto solo era Trovador Solitário.

Nesse projeto, ele começou a compor músicas mais tranquilas, com fortes influências do Folk de Bob Dylan. Algumas dessas músicas contavam histórias e foram utilizadas posteriormente na carreira da Legião Urbana. Uma dessas faixas é a icônica Eduardo e Mônica, lançada no disco Dois (1986).

A faixa conta a história de um casal que tinha tudo para não dar certo, mas que escolheu, mesmo com todas as adversidades, ficar junto. Eduardo seria um rapaz jovem, ainda estava na escola, enquanto Mônica, já mais velha, se formava na faculdade.



Mesmo sendo bem diferentes, a história apresenta um casal que lutou para ficar junto. Com esse exemplo, entendemos que o amor é bem mais que um mero sentimento. Afinal, a paixão acaba rápido, mas a opção de querer fazer alguém feliz, essa persiste.

Na história, eles se conhecem por acaso, mas acabam mantendo contato. A letra deixa claro que o casal é diferente entre si: enquanto ele gosta de coisas mais simples e banais de um adolescente, ela gosta de coisas mais maduras e voltadas para pessoas que buscam mais conhecimento e que buscam entender questões mais complexas da vida. Porém, mesmo com essas diferenças, o casal foi sentindo cada vez mais vontade de estar junto, fazendo com que decidissem um pelo outro.

A letra ainda relata momentos complicados como "a barra mais pesada que tiveram", além de não viajarem por causa da recuperação escolar do filho. Mas, a letra também exalta o quanto Eduardo passou a se interessar pelos interesses de Mônica, além de tudo que fizeram e aprenderam juntos quando ficaram juntos de vez.

Por mais que pareça simples e uma mera história de um casal qualquer, a música é muito mais profunda do que isso e apresenta um rapaz e uma mulher que decidem estar juntos, que lutam para manterem o relacionamento mesmo com todas as adversidades e diferenças.

Sendo assim, a música ensina, na prática, que o amor é bem mais que um mero sentimento; a música ensina, na prática, que o amor é uma escolha.




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terça-feira, 27 de outubro de 2026

Pitty: cantora celebra liberdade em novo álbum "Pitty"

 

Pitty: cantora celebra liberdade em novo álbum "Pitty"


O mais novo álbum da cantora Pitty tem o título homônimo e apresenta a celebração da liberdade e da vida. Aos 49 anos de idade, a cantora lança seu sexto álbum de estúdio, apostando em uma sonoridade que lembra a dos primeiros discos e apostando também em letras ainda mais maduras e que transparecem experiências vividas pela cantora.

Se em Admirável Chip Novo (2003) a cantora trazia o questionamento da juventude como pauta de reflexão, apresentando várias reflexões de jovens e adolescentes, agora em Pitty (2026) a cantora se apresenta de forma mais madura, colocando em pauta a sua própria experiência e aprendizados de uma mulher adulta vivendo situações novas na vida.

Ouça o disco Pitty (2026) abaixo.



Pitty foi casada com Daniel Weksler de 2010 a 2025 e mostra em sua obra letras que falam sobre o fim do seu casamento, a busca (ou não) de novos relacionamentos aos 49 anos, descobertas de sua liberdade vivida de forma mais madura e outras temáticas que apresentam experiências claras da vida da cantora.

Apresentar boas letras sempre foi uma característica marcante na carreira da cantora e compositora, porém a maturidade aqui mostra que ela trabalhou muito bem as temáticas e a apresentação de seu novo álbum. Depois de um disco que focava em outros estilos (o disco Matriz de 2019) além do Rock característico de Pitty, no novo trabalho a sonoridade mais agressiva está de volta, porém com influências diferentes, psicodélicas e até modernas.

O álbum conta com elementos de Post Rock, de Rock Alternativo e até de Stoner em alguns momentos, apresentando elementos densos e angustiantes para apresentar novas reflexões e novas sonoridades. O álbum apresenta temáticas próximas do disco Anacrônico (2006), trabalho que trazia letras mais voltadas para o psicológico, para o mental, para a busca de se manter bem em um mundo frenético e cansativo que nos abala todos os dias. Agora em Pitty (2026), o disco apresenta uma temática um pouco parecida, porém sob um olhar de quem já viveu e passou muito bem da fase jovem mais desesperadora e soube enfrentar cada adversidade, apresentando agora novas reflexões de uma forma bem madura e interessante.

A liberdade e um novo olhar são formas claras e bem apresentadas na obra. O disco é muito bem feito, chega com elementos sonoros modernos e explora uma face da Pitty ainda não vista em obras anteriores.

Em um mundo onde o público busca sempre rever os clássicos de seus artistas preferidos, a cantora mostra que ainda tem muito o que dizer e não tem medo de se arriscar novamente lançando um novo trabalho aos 49 anos, o sexto de sua carreira solo. 

O disco tem muito a dizer e vai surpreender quem esperava "mais do mesmo", afinal, a cantora sempre soube (e muito bem) se reinventar na carreira e agora, com mais experiência e depois de um bom tempo sem lançar trabalhos novos, ela chega com tudo apresentando um resumo de sua vida, de seus questionamentos e de suas experiências; agora se sentindo mais pronta para enfrentar o mundo e viver sua nova liberdade.




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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Garotos Podres e a resposta sincera em "Oi, tudo bem?"

 


Garotos Podres e a resposta sincera em "Oi, tudo bem?"



No nosso cotidiano, existem perguntas que servem apenas para estabelecer a comunicação, não importando necessariamente o que é dito e o que é respondido. Dentro das Funções da Linguagem chamamos isso de Função Fática. Imagina você estar com alguém desconhecido dentro de um elevador e comenta sobre o clima: você realmente se importa com o clima ou está querendo estabelecer alguma comunicação? Na maioria das vezes, é pelo segundo motivo.

Isso acontece até quando você conhece alguém: muitas vezes, perguntamos às pessoas como elas estão, mas apenas para cumprimentá-las, não esperando uma resposta sincera. É claro, tudo depende do contexto, mas na maioria das vezes é assim.

A banda de Punk chamada Garotos Podres simulou uma dessas conversas e apresentou uma música inteira sendo uma resposta sincera. Ao ser perguntado "Oi, tudo bem?", a banda responde em forma de desabafo agressivo, apresentando a revolta Punk e mostrando como gostariam de responder a uma pergunta, segundo eles, idiota assim.




A música é uma espécie de brincadeira, mas, ao mesmo tempo, simula a resposta sincera de alguém que precisa desabafar e que tem muito a dizer, mas que, muitas vezes, não tem com quem conversar.

De qualquer forma, a faixa apresenta a revolta Punk e a agressividade sendo expressas em uma letra simples e direta, mostrando como alguém responderia a uma pergunta dessas caso pudesse ser totalmente sincero. A letra fala sobre tédio e desilusão, apresentando alguém desanimado com a própria vida e própria situação, desabafando diante de uma pergunta que julga desnecessária.

Pode até parecer estranho, mas a música apresenta sentimentos que todos temos algum dia; afinal, quem nunca quis algum dia responder a essa pergunta de forma parecida ?




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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Pitty e seu vício em alguém apresentado em "Na sua estante"

 


Pitty e seu vício em alguém apresentado em "Na sua estante"



Todo vício é ruim e atrapalha a vida das pessoas, seja ele qual for. Muitos associam vício apenas a entorpecentes e álcool, mas sexo, pornografia e até jogos de azar muitas vezes aparecem como "grandes violões" de pessoas e até de famílias inteiras.

Porém, Pitty apresenta uma situação diferente: um vício em alguém. Aqui a música Na Sua Estante não fala exatamente sobre amor, fala sobre algo que ultrapassa isso, algo que se torna uma forma de doença, torna-se vício, torna-se algo que precisa ser dosado e utilizado todos os dias ou de forma recorrente.

A faixa Na Sua Estante está no segundo álbum da cantora e trata sobre dependência emocional: quando a vida de uma pessoa está totalmente ligada a de outra, o que acaba gerando muitos problemas psicológicos e até de saúde física muitas vezes. Aqui é tudo exagerado: querer demais, amar demais, querer estar junto demais, posse demais, desejo demais; esse sentimento acaba afetando toda a vida da pessoa, gerando dor, saudade, mágoa e frustração.



A lição não é necessariamente esquecer, é aprender a se controlar; até porque a chance de ser um relacionamento saudável, até mesmo se o sentimento for recíproco, é pequena; a pessoa que ama exageradamente precisa aprender a se controlar, precisa aprender a se valorizar, a se amar e a, principalmente, se acalmar diante das decepções da vida. Afinal, o relacionamento também exige abrir mão da razão, exige paciência, exige maturidade e, acima de tudo, exige perdão.

Quem nunca viveu algo parecido? Quem nunca gostou tanto de alguém a ponto de sentir-se vazio longe da amada? A música não fala sobre algo novo, mas traz os problemas da intensidade exagerada, os problemas de se viciar em alguém a ponto de abrir mão da própria vida, do próprio cuidado, do próprio juízo e da própria saúde mental.

Ao ouvir a música entendemos que precisamos de maturidade, de amor próprio e de cuidado ao amarmos alguém, pois se o sentimento começa a causar dor e dependência é porque erramos em algum ponto. O ideal é buscar ajuda, melhorar, buscar cuidado e, a partir disso, buscar um bom relacionamento; seja ele um novo ou a busca de um amor que acabou ficando no passado.





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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Cazuza revela seu maior ídolo

 


Cazuza revela seu maior ídolo



Quando um músico fala sobre quem enxerga com idolatria, todos sempre pensamos em algum outro músico ou banda que seria referência, mas Cazuza em uma entrevista acabou surpreendendo ao revelar quem seria seu maior ídolo.

Para o músico, seu maior ídolo é Clarice Lispector, uma grande escritora de romances, contos e crônicas, que nasceu na Ucrânia, mas que cresceu desde muito jovem no Brasil e fez sua carreira aqui.

O músico diz se identificar com a escrita dela e mostrou conhecimento de sua obra. Além disso, sentiu que sua música tem tudo a ver com a escrita dela, uma vez que temas sobre cotidiano e amor estão presentes na obra de ambos.

Cazuza escrevia sobre o amor, sobre a experiência do amor, sobre viver intensamente o sentimento e a vontade de estar ao lado de quem se ama. Clarice falava sobre o amor de uma forma intensa, trazia personagens complexos em seus romances e mostrava que o sentimento poderia ser correspondido, mas também poderia doer muito.

Além disso, Clarice escreveu muitas crônicas, textos curtos sobre histórias cotidianas. Cazuza gostava muito disso, uma vez que sempre representou bem seu cotidiano, sua vida boêmia e hedonista em busca constante de prazer e diversão. O maior exemplo disso é o hit Pro Dia Nascer Feliz, faixa que elevou a carreira do Barão a partir do segundo disco de estúdio.

O músico sente conexão entre sua vida e a obra da escritora, sendo algo que mexe com sua emoção e com sua forma de viver e enxergar a vida ao redor.

Clarice tinha um jeito diferente de escrever e sua obra é deveras reflexiva, apresentando bastante emoção e fazendo o leitor se enxergar em cada escolha dos personagens e em cada momento apresentado em sua obra. Grande escritora de romances e contos, Lispector também se destacou com sua escrita sobre o cotidiano em suas crônicas, algo que certamente também chamou bastante a atenção de Cazuza.

A verdade é que há semelhanças na obra dos dois e conseguimos perceber influências da escritora na obra do compositor, principalmente na forma de ver o mundo e de enxergar o amor.

O canal Blog do Helton Grunge fez um vídeo falando sobre essa idolatria. Clique abaixo e confira.



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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Marcelo Nova e sua opinião sobre a política


Marcelo Nova e sua opinião sobre a política


Marcelo Nova e sua banda Camisa de Vênus tiveram muita importância na cena Rock dos anos 80. Além de todo talento musical, sua postura firme e seu jeito de opinar sobre tudo, sem fugir das perguntas, sempre chamaram bastante a atenção do público.

Hoje em dia, tudo está muito polarizado na política. Muitos artistas defendem seus candidatos como se fossem times de futebol, atacando quem pensa diferente e, muitas vezes, até censurando pessoas que defendem o outro lado.

Chegando com uma postura diferente, Marcelo Nova deixa claro que acredita que todos os políticos mintam, independente se são de esquerda, de direita ou de centro. Para o músico, eles dependem da mentira para continuarem no poder, uma vez que se resolvessem os problemas reais da sociedade, não teriam o que prometer na próxima eleição.

Seu jeito irreverente e imponente de se expressar já fez com que ele cultivasse inimizades na cena artística, principalmente por não defender certas ideologias e bandeiras. Porém, ele deixa claro que não faz isso por defender uma ideia oposta, mas sim por não acreditar na política brasileira num todo.



Em uma entrevista ao canal Corredor 5, o músico deixou clara a sua insatisfação com a política e apresentou sua opinião sobre toda a classe, não isentando lado nenhum de sua crítica. Para ele, todo político mente e ele já não acredita mais que essas pessoas pensem no povo ou em soluções para os problemas que enfrentamos.

O fato é que Marcelo acredita que a classe política se importa mais com o dinheiro e com o poder, fazendo qualquer coisa para se manterem por lá, inclusive utilizando da mentira para atingirem esse objetivo. Segundo ele, isso é feito por todos eles e com maestria, para que eles se mantenham sustentados pelo dinheiro da população.




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