sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Hateen: a reflexão importante de superação em "1997"


Hateen: a reflexão importante de superação em "1997"



Como era a sua vida em 1997? O Hateen chegou em 2006 com seu primeiro álbum em português, o ótimo Procedimentos de Emergência (2006), e já trouxe consigo uma reflexão importante sobre superação com a música 1997, o maior sucesso da carreira da banda.

Rodrigo Koala, vocalista e o compositor da faixa, deixa claro que o ano citado no título da música foi importante demais para sua vida, uma vez que rompeu um relacionamento duradouro com uma pessoa que amou muito. Essa situação é descrita na música e mostra a importância da superação vivida pelo músico, uma vez que hoje ele se encontra bem casado e com dois filhos.

A letra da música mostra um certo desespero, mas, ao mesmo tempo, traz um final feliz, mostrando que mesmo depois de viver momentos bem complicados, somos capazes de sobreviver e superar cada um desses problemas.

A faixa continua sendo um dos maiores hits da banda e teve seu videoclipe passado incessantemente na MTV após o lançamento do disco.

A banda traz uma sonoridade que flerta elementos do Hardcore Melódico, do Punk Rock e do que ficou conhecido como Emocore, apostando em bastante melodia e melancolia misturadas com intensidade e alternância de peso e calmaria. A banda segue fazendo seus shows até os dias de hoje e promete novo material de inéditas para o ano de 2026.



Muitos adolescentes da época que a música foi lançada (assim como eu) cantaram as frases marcantes da música a plenos pulmões e muitos de nós passamos por situações parecidas em algum momento. Amar alguém e ver essa pessoa indo embora nunca é fácil, além de ter que conviver com a presença dela por perto e daqueles amigos da outra pessoa que ajudaram a sabotar sua relação, sendo extremamente falsos com você. Toda essa raiva e angústia são detalhadamente expressas nesse bom trabalho do Hateen.

O que resta é levantar a cabeça e seguir em frente, torcendo também para, em algum momento, encontrarmos também o nosso "final feliz".




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Nirvana: o desejo de Kurt de voltar para sua infância feliz

 


Nirvana: o desejo de Kurt de voltar para sua infância feliz



Sliver é uma música muito, mas muito importante para o Nirvana. A faixa é exatamente o elo entre o Nirvana mais denso do Bleach (1989) e o Nirvana mais "pop" do Nevermind (1991). Mas, você realmente já parou para pensar no significado de sua icônica letra?

Por trás de uma narrativa simples que mostra a história de um garoto que fica com os avós enquanto seus pais vão a um show tem um desejo incessante do músico de voltar para sua infância feliz.

Quem conheceu o músico Kurt Cobain sabe o quanto a separação de seus pais quando ele ainda era criança mexeu muito com ele. Somando isso ao fato de tomar remédios fortes desde cedo, fez com que o músico fosse se tornando cada vez mais triste, depressivo e dependente químico, querendo voltar a todo custo a ter aquela sensação que tivera quando ainda era uma criança: um lar feliz e em paz.

Quando Kurt grita a plenos pulmões pedindo para que sua avó o leve para casa ele não está pedindo apenas para ir ao lugar físico onde mora, ele quer ter aquela sensação de paz e segurança que um dia tivera e um dia sentira: ele quer ser feliz de novo. A música é quase um pedido de socorro!

Sliver também foi muito importante para mostrar para o restante da banda e para o público que já os acompanhava que eles estavam mudando de sonoridade: no disco seguinte aquelas letras densas e aqueles riffs sombrios dariam lugar a uma sonoridade mais alegre e dilemas adolescentes.

A faixa foi importante para "abrir espaço e apontar a direção" do que viria a ser o Nevermind (1991) e todo seu sucesso. De qualquer forma, a vontade de voltar a ser feliz e o pedido de socorro do líder do Nirvana jamais poderá ser ignorado.



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Titãs: a boa música de uma frase só




Titãs: a boa música de uma frase só



O quão ousada uma banda tem que ser para criar uma música que repete algumas vezes a mesma frase? O Titãs fez isso com um ótimo trabalho que, além de boa música, ainda é o título do álbum: Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas (1987).

O álbum foi um trabalho de transição, mostrando a sonoridade pesada que a banda já havia apresentado no trabalho anterior em Cabeça Dinossauro (1986), mas também apontando para uma novidade: a banda começava a flertar com bateria eletrônica e música experimental, mostrando uma nova sonoridade em que estavam também apostando.

Mas, voltando à música que dá nome ao álbum, não é comum termos uma faixa onde se repete várias vezes a mesma frase e nada mais. Dentro dessa ousadia, o Titãs criou uma ótima música que, além de reafirmar o nome da faixa e do disco, ainda trouxe ótimos riffs de guitarra e uma sonoridade que causa tensão e reflexão.

Cantada originalmente na voz de Nando Reis, teve também Branco Mello assumindo seus vocais após a saída do ruivo. Ambas as versões trazem boa tensão e reflexão, fazendo com que a música siga sendo atemporal.

É claro que a letra pode ter várias interpretações e a poesia nos permite isso, mas pensar que Deus se fez carne e viveu junto aos humanos sendo um deles é uma que se encaixa perfeitamente, uma vez que Jesus não tendo dentes no "país dos banguelas", ele se torna igual a todos, mostrando sua humildade em vir à Terra para nos trazer redenção e ensinamentos.

De qualquer forma, o álbum foi, sem dúvida, um marco para a banda e ajudou a fazer com que os Titãs se consolidassem na cena rock nacional. A música segue sendo tocada pela banda e sendo marcante para os amantes de Rock and Roll até os dias atuais.




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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Nirvana: o grito de Kurt a plenos pulmões em "Where Did You Sleep Last Night"

 


Nirvana: o grito de Kurt a plenos pulmões em "Where Did You Sleep Last Night"



Kurt Cobain nunca fora uma pessoa fácil de se lidar. Ao conhecer Courtney Love, foi como se a pólvora e o fogo se encontrassem: ambos tiveram problemas emocionais desde a infância, abusavam de ilícitos, bebiam muito e tinham bandas de Rock Alternativo em ascensão. Mas, acima de tudo isso, ambos se amavam. Pelo menos Kurt Cobain a amava muito.

O vocalista do Nirvana nunca soube lidar muito bem com a rejeição. Encontrar alguém que estava ao seu lado mesmo antes de o Nirvana fazer sucesso e se enxergar perfeitamente na outra pessoa foi um marco para ele. Courtney, apesar de tudo, foi o alicerce de vida de Cobain em seus últimos anos de vida.

O estilo de vida autodestrutivo dos dois juntos não durou muito tempo: Courtney engravidara de Frances Bean Cobain e começou a se cuidar pela filha. A ideia era que Kurt fizesse o mesmo, mas ele não conseguia por muito tempo.

De qualquer forma, na época do MTV Unplugged in New York (1994) do Nirvana, a relação do casal parecia não estar muito boa. Kurt aceitara o convite da emissora, mas não queria que se metessem no repertório: a banda iria escolher. Dentre as escolhas, uma música de Folk do início do século XX eternizada na voz de Leadbelly surpreendeu a todos: Where did you sleep last night.



Kurt sempre gostou de fazer covers de bandas e artistas que mexiam com ele. Para o acústico, o músico escolheu músicas de LeadBelly, Vaselines, David Bowie e Meat Puppets. De todas, sem dúvida a mais surpreendente fora a do artista de Folk.

A música (que originalmente fora gravada com o nome de In the Pines) acabou sendo a escolhida para encerrar o show. Foi nítido que Kurt deixara tudo de si nessa apresentação, cantando a plenos pulmões seu marcante refrão final. Ali ele não estava apenas fazendo uma apresentação, ele fazia uma declaração de amor para Courtney Love, a pessoa que o músico sentia que estava perdendo. Outras letras que o líder do Nirvana escrevera antes de partir como Do Re Mi e You Know You're Right acabam trazendo mais argumentos para essa triste situação: Kurt sentia que o grande amor de sua vida estava lhe deixando.

Where Did You Sleep Last Night acabou sendo uma espécie de despedida de Kurt Cobain, que partira poucos meses depois. A MTV até pediu que a banda fizesse um "bis", mas Kurt deixou claro que nada superaria aquela música; e ele estava certo.




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Stone Temple Pilots: "Purple", o ótimo segundo disco da banda

 


Stone Temple Pilots: "Purple", o ótimo segundo disco da banda


Toda banda, quando faz sucesso com a estreia, enfrenta um momento crucial: o "teste" do segundo álbum. É fato que várias bandas que fazem sucesso já no álbum de estreia acabam não repetindo os mesmos números no trabalho seguinte, não conseguindo manter o número alto de vendas e de procura da banda para shows. Mas, algumas bandas conseguem se manter no sucesso ou até aumentá-lo e esse foi o caso do Stone Temple Pilots.

"Pegando carona" no sucesso do grunge, mesmo sendo uma banda de San Diego, o Stone Temple Pilots trouxe uma sonoridade que misturava elementos de Hard Rock e de Rock Alternativo em sua estreia, o Core (1992). Devido ao estilo de cantar de Scott Weiland, a banda foi até comparada ao Pearl Jam.

Porém, em junho de 1994 a banda chegava com o Purple (1994), seu segundo álbum, trazendo músicas tão boas quanto ou ainda melhores que o primeiro disco. Aqui a banda se mostrou mais madura, trouxe bons riffs de guitarra, ótimas letras e ótimos refrãos, mostrando que o Stone Temple Pilots estava se consolidando na cena rock mundial.

Além do trabalho instrumental, Scott Weiland começou a explorar novas nuances de sua voz, trazendo uma sonoridade mais aguda, explorando novas notas e novas técnicas. Sendo assim, permitiu uma sonoridade diferente para a banda.

Na época, a banda era formada por Scott Weiland nos vocais, Dean DeLeo na guitarra, Robert DeLeo no baixo e Eric Kretz na bateria. A produção do disco ficou por conta de Brendan O'Brien.

O disco todo é ótimo, mas não posso deixar de destacar quatro músicas: Meatplow, Vasoline, Unglued e o grande sucesso Interstate Love Song.

Manter-se no topo e ainda alcançar mais sucesso depois da estreia, não é para qualquer banda e o Stone Temple Pilots fez isso muito bem com o ótimo disco Purple (1994).



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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Engenheiros do Hawaii: "De Fé" e a prova de amor de Humberto Gessinger

 


Engenheiros do Hawaii: "De Fé" e a prova de amor de Humberto Gessinger




Não é todo mundo que tem a sorte de encontrar o amor de sua vida. Às vezes até encontramos, mas não estamos mais com esse amor em nossas vidas. Situação muito diferente da vivida por Humberto Gessinger, líder dos Engenheiros do Hawaii.

Casado há mais de 30 anos, a letra da música De Fé é uma declaração de amor, mostrando que se pode ter tudo na vida, mas sem o amor e o apoio, é como se estar de mãos vazias. A letra mostra um rapaz falando de todas as suas conquistas, mas deixando claro que nos momentos mais difíceis, é o apoio de seu grande amor que o mantém de pé.

Segundo a letra, não adianta ter dinheiro, fama, sucesso, bens: nos momentos de maior dificuldade, se não tiver com quem contar, nada disso fará diferença. De Fé é uma declaração de amor direta, sem promessas mirabolantes ou amores impossíveis; fala do amor real. A letra fala do conforto de se ter alguém por perto, alguém que valha a pena, alguém com quem contar, alguém a quem amar.



Humberto Gessinger é casado com Adriane, seu grande amor. Os dois se conheceram na escola, mas o relacionamento começou quando já estavam cursando juntos Arquitetura. Adriane seguiu e se formou, Gessinger deixou o curso para seguir na carreira musical ao lado dos Engenheiros do Hawaii. Juntos eles têm uma filha, Clara Gessinger. Agora ela está grávida e logo Humberto e Adriane serão avós.

De qualquer forma, De Fé fala sobre a parceria de um casal que se ama e que pode sempre um contar com o outro. O amor segue sendo a maior conquista de Humberto Gessinger e essa letra deixa claro a importância de se estar bem ao lado do amor de sua vida.

 



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